Fórum Internacional de Saúde Corporativa: especialistas tratam do tema e discutem soluções

Qual a importância da saúde, que não seja apenas o bem-estar do indivíduo com uma boa qualidade de vida? Muito tem sido pregado sobre a adoção de hábitos mais saudáveis e as corporações tem se mostrado cada vez mais engajadas. Além de colaboradores mais sadios e dispostos, a produção aumenta e os gastos com o turnover, por exemplo, são reduzidos. Isso tudo por conta da promoção de saúde, que ocasiona também a satisfação dos colaboradores, mantendo e retendo talentos.

Terça-feira - 02/09/08

O primeiro dia, dois de setembro, teve início com a palestra de um dos mais respeitados profissionais especialistas em futuro da saúde, o americano Jeffrey Bauer. Durante sua explanação ele citou as mudanças climáticas como fator de transformação nas condições de saúde, assim como o surgimento de novas doenças. Bauer ainda comentou sobre a expansão da saúde como um mercado próspero: "O sistema está se tornando um mercado internacional, o que faz com que as pessoas viajem para outros países para conseguir atendimentos mais baratos". Foram citadas também a personalização dos cuidados médicos com cada paciente, por conta das diferenças moleculares da estrutura de cada indivíduo: "Estamos aprendendo que nossas doenças são diferentes, reagem de forma distinta em organismos diferentes". Outro ponto interessante foi o fato de alguns países reduzirem custos com programas de saúde por conta da conscientização da população: "Há dois anos, alguns processos cardíacos começaram a cair em desuso por ser caros e traumáticos. Então as pessoas passaram a cuidar melhor da saúde fazendo exercícios físicos, dieta entre outras opções", explica.

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Quarta-feira - 03/09/08

No segundo dia do Fórum Internacional de Saúde Corporativa, o americano e economista Devon Herrick, mostrou que para cada dólar gasto com serviços médicos, o paciente paga menos de 10 centavos de seu próprio bolso, ou seja, os custos de assistência médica subiram nos últimos 40 anos na proporção em que a assistência médica paga por terceiros aumentou. A contradição está, por exemplo, na estabilidade dos gastos com cirurgia estética, um dos cuidados médicos que os consumidores pagam praticamente tudo do próprio bolso. Ainda que a demanda tenha aumentado as taxas dos cirurgiões continuam relativamente estáveis. "Enquanto o preço real da assistência médica paga por terceiros cresceu, o preço real da medicina paga por conta própria caiu", explica.

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