SAÚDE CORPORATIVA VISÃO GLOBAL
 
Realizado no dia 27 de novembro de 2.006, no espaço de eventos São Paulo Center, com a presença de 50 profissionais interessados no tema saúde na corporação. Dessa vez, o enfoque foi realizado em cima da visão de um especialista estrangeiro, pelo qual foi possível ouvir sobre o panorama mundial e a forma como é tratada a saúde nas grandes corporações.

O convidado foi Robert Karch, profissional americano de reconhecimento mundial em promoção de saúde. Além de ser professor titular e gestor de mestrado em promoção de saúde da American University, em Washington D.C., Karch também é membro da AAPM (American Association of Preventive Medicine) e da HERO (Health Enhancement Research Organization), o que assegurou qualidade e conteúdo ao evento.

No início do evento, um coquetel foi servido aos presentes. Nesse período, todos puderam conversar informalmente, inclusive com Robert Karch. O ambiente descontraído, além de promover um encontro de profissionais da área, foi propício à troca de experiências e um bate-papo aberto com o convidado. Logo após, um jantar foi servido e os ocupantes de cada mesa puderam conversar com mais calma sobre alguns temas a serem discutidos, além de formular algumas perguntas a serem expostas após a sobremesa.

Os presentes puderam se apresentar e expor dúvidas e opiniões sobre o assunto, enriquecendo o debate e a troca de informações e experiências a Robert Karch. O profissional destacou a importância de se adotar hábitos saudáveis e a importância de se promover a qualidade de vida dentro das corporações. "A pergunta é: Por que as empresas não adotam práticas mais saudáveis sendo que elas dispensam 50% menos de dinheiro do que as práticas habituais?" - questiona Karch.

Além disso, focou na idéia de que é importante ter uma liderança que entenda os conceitos de saúde e realmente queira implementar os programas de qualidade de vida, ter os colaboradores como ativo principal, pensar em incentivos para manter o colaborador seguindo práticas saudáveis e manter uma comunicação aberta, ouvindo a todos para que as falhas sejam corrigidas e os caminhos que trazem os resultados favoráveis surjam com maior clareza.

Karch esclarece que a implantação da idéia da qualidade de vida nas empresas é um processo gradativo, que prepara as pessoas aos poucos, porém que oferece resultados visíveis, principalmente no Brasil: "Muitas empresas já fizeram algo, muitas erraram, mas muitas acertaram também, e isso é o que faz a diferença. Agora, o que percebo é que as respostas com relação à saúde não vem apenas dos EUA, mas inclusive aqui, do Brasil. Em todos os lugares que vou, este país é citado como referência de boas ações".

Segundo o professor americano, um dos segredos de quando se fala em gerenciamento da saúde é que se tenha uma liderança, mas uma liderança presente, que escuta, compartilha e entende o aspecto da corporação, mas para que isso realmente aconteça, os presidentes das organizações precisam entender os conceitos de saúde: "E hoje, graças à publicação Saúde Corporativa, que vem mobilizar a população com informações globalizadas, a ação na área de promoção da saúde será ainda mais fundamentada, evidenciando as verdadeiras práticas de gestão da saúde" - comenta.

Foi citada também a questão da produtividade influenciada pela qualidade de vida: "Atualmente, nenhum país concorre com o mercado globalizado, se não tiver colaboradores saudáveis. Saúde precisa ser sentida e vivida de forma estratégica. Aqui no Brasil vocês andam paralelo com o EUA, porque tudo começa do zero, plantando uma semente depois da outra, e vocês sabem fazer isso. Isso é comprometimento de liderança. Isso é o que faz concorrer com a mão-de-obra global".

Os participantes ainda levantaram questões práticas, como "para quem é mais importante mostrar os resultados da Saúde?". Como resposta, Karch esclarece que todos os envolvidos ganham com a qualidade de vida, uma vez que, a partir do momento em que o estado de saúde é implantado na corporação, a produtividade aumenta como resultado da satisfação do colaborador. O otimismo entre gerentes até o CIO aumenta, a comunidade envolvida com os trabalhos da empresa melhora. Tudo é reflexo de um trabalho bem gerenciado onde todos lucram. E "Afinal, presenteísmo é válido?" - "Agora com estas palavras que surgem na saúde, precisa se ter muito cuidado. Eu não sei se presenteísmo é válido como mensuração. Eu tenho uma pergunta: Vocês estão 100¨% aqui neste evento? Presenteísmo e absenteísmo são palavras importantes no mercado, mas que precisam ser olhadas com cautelas".

Para finalizar, Robert dá umas dicas do que pode ser utilizado como incentivo aos colaboradores nos programas de qualidade de vida: "Quando pensamos em incentivos, precisamos pensar o que é atrativo para minha população. É como pescar...qual isca você tem de usar para pescar o peixe almejado?". Isso mostra que, com o planejamento adequado com objetivos claros, é possível fazer com que o colaborador realmente se integre as mudanças dentro da corporação favorecendo a implantação dos programas: "Tenho um exemplo certo sobre isso. Há uma empresa norte americana que disponibiliza todo o pré-natal para os pais. Se os pais cumprirem todos os dias do pré-natal, o nascimento do filho é totalmente coberto pela empresa. Agora, se um dos dois (seja pai ou mãe) faltarem no pré-natal, a empresa não paga nada. Eu digo que isso é incentivo. Existem programas que ajudam e aqueles que apóiam. Precisa saber o que quer".

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